Viajar Pode? – Descubra

O que seria de nós se não pudéssemos viajar, experimentar um mundo novo, esquecer por alguns instantes a vida de todo dia, relaxar, sorrir diante da beleza e variedade de tudo o que existe? Seríamos nada! Pessoas fechadas em um mundinho paralelo, fora da realidade.
Porém, engana-se aquele pensando que falo somente sobre turismo, custos altos e outros – aliás, uma viagem pode ser o avesso de relaxante se alguém gasta tudo nela, o melhor é saber dosar sempre. Não! Falo também, e talvez principalmente, das viagens mais simples, daquelas que podemos fazer todo dia.

Ontem, por exemplo, fui almoçar em um pequeno restaurante francês. O prato? “Tarte au Époisse”. Nem preciso dizer que estava uma maravilha. Como fui? Voando, claro. Saí do meu trabalho por volta de meio-dia e resolvi que não iria almoçar no mesmo restaurante de sempre. Em alguns minutos atravessei o Atlântico, passei pelo Mediterrâneo, o sul da França, até chegar à região da Borgonha e encontrar o restaurante tipicamente francês, charmoso de tudo, e almoçar. “Très bon, on peut dire!” E nenhum compromisso, gente chata, cobranças, prazos, lista de coisas para fazer, nada disso pôde tirar meu prazer de almoçar uma “tarte au époisse” em sua terra de origem. Nada é capaz de limitar esse tipo de viagem.

Outros exemplos? Passei o domingo em “Hyrule” caçando seres do reino escuro da “Twilight”, junto da minha égua Saphira. Nos horários em que eu deveria estar no ônibus, transportei-me para um mundo paralelo em que a alma das pessoas não fica dentro delas, mas as acompanha na forma de animais, os “dimons”. Ontem, durante uma de minhas aulas, contei aos meus alunos sobre o fatídico dia em que perdi meu OVNI ao deixá-lo estacionado flutuando invisível – a camuflagem – sem ter puxado o freio de mão. Bateu um ventinho e já era, nunca mais OVNI.

Isso é viajar. Com os mesmos efeitos de um vôo de doze horas para Paris. E viajar é também aquele passeio ao parque Trianon ou Ibirapuera no fim de semana. É fazer algo totalmente inesperado, como sair com amigos em dia e horário altamente ilógicos, se pensarmos que no dia seguinte temos de acordar cedo para trabalhar. Viajar é estar com alguém de quem gostamos, abraçados, olhos fechados e a mente em qualquer outro lugar. Viajar é um monte de outras coisas que nos tiram do lugar e do momento em que estamos, permitindo-nos relaxar, descontrair, brincar e, no fim, sorrir. A vida é feita de momentos pelos quais somos todos responsáveis. E não é porque eu não estava em um mundo dito “concreto” – mas que nunca o será – que deixei de viver. Aliás, por falar nisso, acho que vou sobrevoar a nascente de um rio ao sol poente agora, sentindo o vento levemente gelado mordiscar minha pele.

Este blog, portanto, propõe-se a viajar, da maneira que for, para onde for. Pronto para seguir-me em tais viagens?

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